Biagio Rossetti: Urbanismo renascentista
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Biagio Rossetti: Urbanismo renascentista

10,00 €
  • ISBN: 978-989-8217-04-2
  • Depósito legal: 294104/09
  • Edição: 2009
  • Idioma: Português
  • Dimensões: 15 x 22.5 cm
  • Nº Páginas: 136
  • Tipo: Livro
  • Estado: Novo
  • Editora: Dafne Editora
  • Autor: Tavares, Domingos
Tema: Arquitectura, Arte, Arquitectura e Design
Colecção: Sebentas de História da Arquitectura Moderna 

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Snob Lisboa, Lisboa Disponível -+
Fonte de Letras Évora, Evora Disponível -+
  • Descrição

Florença, Roma e Pienza marcaram os primeiros passos para a consciência dos processos de concepção colectiva das formas urbanas. Os arquitectos do renascimento da cultura clássica foram capazes de trabalhar o seu ofício articulando o plano artístico com as sínteses intelectuais que permitiam transformar as necessidades públicas numa nova ordem estética, à escala global das urbes saídas da Idade Média. A própria noção de cidade ideal se constituía em cima das reflexões do discurso renovador da inteligência desse tempo, tomando a arquitectura como matriz dos processos ordenadores dos espaços de cidadania, entendidos na tridimensionalidade natural do seu uso. Em Ferrara, a experiência revestiu-se de contornos particulares. Situada em posição estratégica, na vasta área agrícola do delta do rio Pó, Ferrara tornou-se a mais importante capital da região. Antes que o aluvião movesse o curso das águas para outras paragens, o optimismo reinou, e acreditava-se que o progresso económico e social, acompanhando o afluxo constante de novas populações, determinaria o ininterrupto enriquecimento da cidade. Assim se compreende o enorme investimento em obras de infra-estruturas, como o desvio do curso principal do rio, a abertura de canais de cintura do núcleo urbano ou a construção de nova muralha defensiva segundo as mais sofisticadas técnicas militares, reservando amplos espaços interiores para crescimento futuro. Visão larga de verdadeiros planeadores.
O urbanismo de Biagio Rossetti foi perseguido na perfeita consciência dos valores da arquitectura enquanto instrumentos do desenho urbano, em tons de vermelho-tijolo da tradição medieval de Ferrara, a que acrescentou a marca escultórica do mármore branco, símbolo de classicismo e modernidade. Não importa procurar outras personalidades como potenciais arquitectos criadores no contexto das transformações urbanas encetadas nas duas últimas décadas de Quatrocentos e primeira de Quinhentos na cidade do delta do rio Pó. O que pretendemos expressar através desta personalidade, como exemplo marcante, é um movimento de cultura colectiva nos domínios da experiência urbanística particular desta comunidade em processo de transformação do suporte físico e simbólico sobre que assentavam as suas vidas. Foi por isso que Ferrara foi lida como a primeira cidade moderna europeia e que a arquitectura ganhou definitivamente a dimensão do desenho urbano pela qual pugnava Alberti.
A Addizione Erculea foi um exemplo de traçado em planta enquanto projecto, depois adaptado sucessivamente à realidade, conduzido como um plano regulador moderno. Os dois momentos definidos por Alberti para a arquitectura das cidades, o do projecto e o da execução, tomaram-se aqui como duas operações distintas. Foi só depois de ficar definida a dimensão global e estrutura viária da Terra Nova que Rossetti teve oportunidade de se concentrar no estudo dos atributos arquitectónicos um por um, promovendo a regularidade proposta no plano com o carácter da localização dos diferentes edifícios. Tal constituiu uma experiência diametralmente oposta ao que Rosselino pode aplicar em Pienza, quando partiu da unidade arquitectónica das propostas para o edificado de modo a chegar à caracterização espacial e coerente da forma urbana.

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