Livro Usado
David Golder
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David Golder

10,00 €
  • Edição: 2012
  • Idioma: Português
  • Nº Páginas: 201
  • Estado: Usado
  • Editora: Sistema Solar
  • Autor: Nemirowsky, Irene
  • Tradutor: Aníbal Fernandes
Tema: Literatura Estrangeira, Prosa
Referência: LT007687

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Leituria Lisboa, Lisboa Disponível -+
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  • Estado de Conservação

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes «Neste continente, e com gente civilizada de um século XX quase a meio, houve campos de concentração. Berlim sonhava uma Europa ariana e de supremacia germânica num espaço geográfico onde viviam nove milhões de judeus, todos a mais. [...] Em 1903, quando Irma Irina nasceu em Kiev, a família Nemirowsky (com um nome forte na alta finança do país) falava sobretudo francês. O seu pai Leonid chamava-lhe ma petite, dava-lhe a companhia e as lições de uma preceptora francesa, e nas histórias da sua infância a Gata Borralheira apareceu-lhe como Cendrillon, e a Capuchinho Vermelho como Petit Chaperon Rouge. No romance David Golder o judeu sabe que deve sempre “recomeçar” e muitas vezes terá, talvez, de fazê-lo. Leonid estava a “recomeçar”, e poucos anos mais tarde voltaria a ser um abastado banqueiro; passaria a ser monsieur Léon, a sua mulher Anna passaria a ser madame Fanny, e Irma Irina, claro está, mademoiselle Irene; continuavam a comunicar uns com os outros em francês, como já antes faziam, mas agora no país certo; e adquiriam os costumes e os comportamentos da alta burguesia de Paris. Irene frequentava a Sorbonne num curso de letras, e uma conceituada escola de dança. No dia 17 de Julho de 1942, Irene Nemirowsky [1903-1942] estava entre os 928 judeus metidos em vagões para transporte de gado, com palha no chão e um balde com água, num comboio que durante três dias e duas noites atravessou a França, a Alemanha e a Polónia até Auschwitz. Chegadas ao destino, as mulheres foram separadas dos homens, entregaram jóias e alianças de casamento, foram rapadas, tomaram um banho de chuveiro com água fria e vestiram batas às riscas. No dia seguinte tiveram um número tatuado no pulso. Irene Nemirowsky só viveu trinta dias em Auschwitz; não chegou a esqueleto vivo nem à câmara de gás; morreu, atingida pela epidemia de tifo que nesse momento matava piedosamente os residentes do campo.» [Aníbal Fernandes]

Muito bom estado geral. Exemplar quase sem falhas. Pode apresentar assinatura de posse ou pequenos defeitos. Por favor contacte-nos para mais detalhes.

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