Aeroplano De Asas Partidas
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Aeroplano De Asas Partidas

10,00 €
  • ISBN: 978-989-8592-78-1
  • Depósito legal: 403363/16
  • Edição: 2016
  • Idioma: Português
  • Tipo: Livro
  • Estado: Novo
  • Editora: Companhia das Ilhas
  • Autor: SERRA, LUÍS
Tema: Literatura Portuguesa, Poesia
Colecção: azulcobalto 

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Livraria Localização Estado Quantidade
Livraria da Companhia das Ilhas Açores, Lajes Do Pico, Portugal Disponível -+
  • Descrição

Neste antologia de Luís Serra (Évora (1970), reúnem-se poemas de Brinquedos de Latão e Sarampo, Tudo Voltaire ao Cabaré, Suspeita de Inverno, Poema-Cartaz Saloon e Saltar pela Janela Cair como um Pato.
Um livro que alarga horizontes na poesia portuguesa actual
«É bom saber que há vias fecundas e interessantes na poesia publicada por cá que escapam às cartografias que, mais ou menos informalmente, vão sendo traçadas. Este livrinho de um autor – Luís Serra – que, tanto quanto é possível saber, faz aqui a sua primeira aparição, nesta colecção chamada “Literatralhas Nobelizáveis”, de uma editora chamada Apenas Livros, oferece-se a uma leitura que apreenda a sua relativa novidade (ou, melhor dizendo, o uso de certos recursos que não estão hoje na ordem do dia), a sua atitude pouco respeitosa relativamente aos protocolos mais comuns da poesia actual. Antes de mais, importa dizer que estamos perante uma poesia que recusa a lógica discursiva. Todo o seu trabalho insiste noutro lado: nos jogos de sentido, nas ligações inusitadas, nos sentidos imagéticos que explodem por concentração vocabular e através da exploração de absurdos semânticos. É bem visível aquilo que a poesia de Luís Serra deve à imagem surrealista, mais do que ao surrealismo em geral. Eis um poema que se chama ‘Inverno': “Improviso uma época balnear;/ línguas/ estrangeiras marcam encontros lúbricos.” E outro, baseado num processo de enumeração: “Uma mosca no resto doce do prato de veneno/ um rumo porno e cor de corrida/ um motor imóvel a dar um baile/ uma vontade de foder.” Veja-se como esta poesia, mesmo na enumeração, não tem nada de descritivo (e, por conseguinte, também nada de confessional: ela desvia-se, aliás, da asserção subjectiva, não há uma única ocorrência do Eu). Toda a sua força está na instauração de sentido, na abertura de horizontes insuspeitados: “Formigas de asas em revoada: concerto para enforcados.”
[António Guerreiro, Expresso, 4 de Julho de 2009, a propósito de Brinquedos de Latão e Sarampo]

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